Também eu me questiono diariamente sobre a essência deste ser com quem convivo há já alguns anos.
Não sei quem sou... sou apenas alguém entre tantos outros seres, com características análogas ou opostas, que chora, que ri, sorri, grita, sussurra, ..., que deseja encontrar-se na amálgama de identidades que parece coexistirem dentro de si, que deseja viver em sociedade o melhor possível.
Costumo achar que sou um animal selvagem domesticado pela vida. Pela vida que escolhi viver e pela vida que me foi permitida ter.
Sinto-me constantemente como um vulcão adormecido que instigado por momentos menos bons, entra irremediavelmente em erupção atingindo, por vezes, as pessoas que menos gostaria que fossem atingidas... que me perdoem!"
O isolamento, o refúgio nos meus pensamentos, o meu comportamento reservado e pouco falador, são muitas vezes confundidos, por quem não me conhece e num primeiro contacto, com arrogância, frieza de sentimentos, egocentrismo, o que me dificulta a proximidade e relacionamento com outras pessoas. Mas, e apesar de ter consciência de que assim é, esta é a minha forma de ser, gosto de ser assim, é assim que sei viver comigo e sou fiel a mim mesmo. Com um relacionamento mais próximo, esta primeira impressão é ultrapassada e anulada.
Confesso que há momentos em que me apetece desistir da vida, que a acho sem sentido... talvez espere demais dela ou talvez seja demasiado exigente.
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